O Presidente do Parlamento do MERCOSUL (PARLASUL), Rodrigo Gamarra (Paraguai), participou, junto ao Vice-Presidente pelo Uruguai, Nicolás Viera, e ao Vice-Presidente pela Argentina, Gustavo Arrieta, da reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), na qual apresentou um balanço das atividades desenvolvidas pelo Parlamento durante o primeiro semestre de 2026 e expôs uma série de propostas voltadas ao fortalecimento da dimensão democrática e institucional do processo de integração regional.
A reunião contou com a participação dos Chanceleres dos Estados Parte do MERCOSUL, liderados pelo Ministro das Relações Exteriores da República do Paraguai, no exercício da Presidência Pro Tempore do bloco, juntamente com as autoridades nacionais responsáveis pela condução política do processo de integração.
Nesse contexto, um dos principais pontos apresentados pelo Presidente do PARLASUL esteve vinculado ao fortalecimento da relação institucional entre o Parlamento e o CMC. “Vocês representam a condução política dos governos; nós representamos diretamente os cidadãos de nossos Estados Parte. Ambas as visões enriquecem o processo de integração e o tornam mais sólido, mais plural e mais legítimo”, afirmou Gamarra aos Chanceleres.
Em seguida, o Presidente apresentou um panorama da agenda desenvolvida pelo Parlamento durante os primeiros meses do ano, que incluiu a participação na Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (EuroLat), a missão institucional realizada em Curaçao por ocasião da constituição da Comissão Especial do Caribe do PARLATINO, bem como a presença do PARLASUL na 22ª Assembleia Plenária do ParlAmericas e no 10º Encontro da Rede de Parlamento Aberto, realizados no Canadá. Nesse contexto, destacou o valor da diplomacia parlamentar como ferramenta complementar à diplomacia dos governos e ressaltou que o diálogo entre parlamentares contribui para fortalecer a confiança política, gerar consensos e acompanhar os processos de integração regional.
Da mesma forma, enfatizou a atividade parlamentar desenvolvida no âmbito interno do bloco, com a realização de sessões ordinárias na Argentina, no Uruguai e no Paraguai, além da aprovação de declarações, disposições e recomendações vinculadas à agenda política, social e democrática do MERCOSUL.
Como parte dessa agenda de fortalecimento institucional, Gamarra solicitou o apoio dos Estados Parte para avançar em três eixos estratégicos: o cumprimento das contribuições financeiras comprometidas pelos países membros, a concretização do projeto FOCEM II destinado a concluir a sede permanente do PARLASUL em Montevidéu e o fortalecimento da autonomia institucional e financeira do órgão parlamentar.
Por fim, o Presidente reafirmou a continuidade do trabalho coordenado com o Conselho do Mercado Comum e declarou: “O Parlamento do MERCOSUL continuará sendo um aliado permanente deste processo. Seguiremos contribuindo, a partir da diplomacia parlamentar, com tudo o que estiver ao nosso alcance para que o MERCOSUL seja cada vez mais forte, mais integrado e mais próximo de seus cidadãos”, concluiu.
Ao término do encontro, o Vice-Presidente Gustavo Arrieta referiu-se à relevância dos temas abordados pelo CMC, especialmente aqueles vinculados ao acordo MERCOSUL–União Europeia e à ampliação da agenda comercial do bloco. Em sua intervenção, afirmou que “foi uma reunião muito importante, na qual se trabalhou sobre a concretização do acordo MERCOSUL–União Europeia e na possibilidade de avançar em outros acordos vinculados ao comércio internacional e ao desenvolvimento de nossos povos”, ao mesmo tempo em que avaliou as conclusões do encontro como expressão de um “fortalecimento muito forte do MERCOSUL”. Nessa linha, destacou a importância de aprofundar a integração regional por meio do comércio, da indústria, da democracia e dos direitos humanos.
Por sua vez, o Vice-Presidente Nicolás Viera valorizou a transferência da Presidência Pro Tempore do bloco ao Uruguai, afirmando que se trata de “uma tradição democrática que vem ocorrendo sem alterações e que para nosso país tem uma relevância especial”. Além disso, sustentou que a agenda regional enfrenta desafios estratégicos e afirmou que “temos dois grandes temas que nos convocam: fortalecer a integração regional em todos os níveis e como podemos aproveitar melhor as oportunidades que nos oferecem os acordos MERCOSUL–União Europeia e MERCOSUL–EFTA”.
