Um festival para aproximar os povos do MERCOSUL
O Parlamento do MERCOSUL (PARLASUL) aprovou, durante sua CIX Sessão Ordinária, realizada em 31 de agosto em Montevidéu, a Declaração 14/2026, por meio da qual declara de interesse a criação do Festival das Nações do MERCOSUL “Assunção, Mãe de Cidades”. Concebido como uma atividade institucional do Parlamento, o encontro será destinado a promover a integração, a identidade e as diversas expressões culturais dos povos da região.
A proposta foi apresentada pelo Presidente do PARLASUL, Rodrigo Gamarra, e defendida perante o Plenário pelo Parlamentar paraguaio Colyn Soroka. Durante sua intervenção, Soroka destacou a intenção de promover a unidade e a aproximação entre os países do bloco. “A ideia é essa, enviar um sinal de que juntos podemos seguir adiante”, afirmou.
Além disso, ressaltou o sentido de fraternidade que inspira o encontro e sustentou que “também é importante ter em mente que, unidos, podemos ser muito mais fortes do que brigando cada um por seu lado”.
Em seus fundamentos, a Declaração assinala que a integração regional não pode se limitar a acordos econômicos, comerciais ou institucionais, mas também se constrói por meio do encontro entre os povos, do conhecimento mútuo e da valorização de sua história, cultura e tradições.
A escolha de Assunção como sede reconhece sua condição histórica de “Mãe de Cidades”, por ter sido ponto de partida de expedições que contribuíram para a fundação e a consolidação de cidades na América do Sul. Também se fundamenta em seu vínculo com o nascimento do MERCOSUL, cujo tratado constitutivo foi assinado na capital paraguaia em 26 de março de 1991.
O documento prevê a realização anual do Festival e estabelece que sua primeira edição ocorrerá em uma data em que o Parlamento se reúna em Sessão Ordinária em Assunção. A organização geral ficará a cargo do PARLASUL, responsável pela coordenação institucional, pelo planejamento e pela execução das atividades.
O Festival contará com espaços para que os Estados que integram o MERCOSUL apresentem suas expressões culturais, artísticas, gastronômicas, musicais, históricas, turísticas, artesanais e produtivas, entre outras manifestações representativas da identidade de seus povos. Esses espaços serão destinados a favorecer a convivência e o intercâmbio entre seus cidadãos.
A cooperação regional prevista na Declaração permitirá reunir diferentes instituições em torno desse encontro. Por meio da cultura e da participação cidadã, o Festival propõe fortalecer os vínculos entre os povos e aproximar a integração regional da vida cotidiana.